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REFLEXÕES E PONDERAÇÕES SOBRE O ENAMED 2025
ENAMED 2025 REFLEXÕES E PONDERAÇÕES SOBRE O ENAMED 2025
Prof Dr Fábio Batista
CRM-SP 87665 / TEOT 7662 / RQE 66724
Dois pontos cruciais são importantes quando o assunto é a qualidade da formação do ensino médico no Brasil.
O Primeiro ponto: não há dúvidas de que com o aumento descontrolado e irresponsável do número de Escolas de Medicina pelo país, onde muita delas nem deveriam ter sido autorizadas por falta de estrutura, metodologia pedagógica de ensino, corpo docente qualificado, laboratórios estruturados, campos de práticas, hospital escola, etc. etc. etc.; se faz necessário a tomada de medidas educacionais e administrativas URGENTES para o controle e resolução desse drama.
O Segundo ponto: não menos importante e bastante explorado na mídia nesses últimos dias, é o resultado do Enamed 2025 propriamente dito, que vem causando muitas polêmicas e desentendimentos decorrentes de suas bases técnicas insuficientes e da falta de suas bases legais.
Estamos acompanhando nas redes sociais uma abordagem escandalosa, irresponsável e desrespeitosa, onde estão detonando a credibilidade de Escolas Médicas Tradicionais, algumas com mais de 50 anos engajadas na formação médica de qualidade, baseada simplesmente no resultado de uma prova inaugural, experimental, isolada, destinada aos alunos do sexto ano médico.
Prova essa cheia de inconsistências, divergências, falhas estruturais e falta de bases legais, já identificadas e apontadas por Associações e Instituições técnicas, onde inclusive, já admitido pelo Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.
Alguns alunos com ótimo desempenho tiveram suas notas 1 ou 2, devido a média dos concluintes, enquanto outros, com mal desempenho, puderam conquistar a nota 5.
Certamente, por essa prova ter sido aplicada em meio a divergências técnicas e legais e ainda com falhas metodológicas, muito provavelmente, não deve ter sido realizada pelos alunos participantes com o empenho e compromisso necessários.
Dito isso, observa-se que é completamente inadequado medir a qualidade de um aluno, o que dirá medir a qualidade de um curso universitário de longa duração, apenas pelo desempenho dos alunos em uma prova experimental e isolada. Por isso, vale a pena lembrar, que o MEC tem um Sistema Nacional de Avaliação que leva em conta as notas do Enade e também inspeciona as instituições in loco, verificando a qualidade da formação oferecida. Muitas dessas escolas que estão sendo criticadas, tiveram por períodos consecutivos e recentes, a nota máxima de qualidade do MEC.
O Enamed é uma ferramenta que pode se tornar valiosa no acompanhamento educacional após a regulação de todos os ajustes necessários, contudo, isoladamente, não é um instrumento que avalia a qualidade do aluno, e muito menos, a qualidade das Instituições na formação médica.
O aluno se qualifica por sua dedicação e interesse, buscando dentro e,ou fora da Universidade, dentro e,ou fora do país, por programas de aperfeiçoamento e aprimoramento científico.
Finalizo ponderando que é provável que muitas dessas escolas que obtiveram notas 3, 4 ou 5, não apresentam a estrutura acadêmica, o nível de produção científica e a qualidade de ensino, de muitas dessas escolas tradicionais que, acidentalmente e por descompromisso dos alunos em relação a essa prova, obtiveram notas 1 ou 2. Não acredito que uma Escola pontuada com 4 ou 5 possa ser classificada como “melhor” do que aquelas que pontuaram 1 ou 2, simplesmente pelo resultado de uma prova para parte dos alunos, com as características já discutidas acima.
Não estou ponderando tudo isso por questões pessoais, pois minha escola de graduação obteve nota 5, mas sim, por essas manifestações desequilibradas e sensacionalistas, acerca de um tema extremamente sensível para a sociedade como um todo.
O Prof Dr Fábio Batista: Graduação pela Faculdade de Medicina de Jundiaí; Residência, Especialização, Mestrado, Doutorado e Professor Afiliado pela UNIFESP / Escola Paulista de Medicina; Médico Cirurgião Ortopedista, Mestre e Doutor em Ciências da Saúde, Professor, Cientista, Autor, Escritor, Perito, Músico; Autor de 07 livros, vários artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de, dezenas de Crônicas Jornalísticas Dissertativas Argumentativas em Saúde e Artigos de Opinião; Palestrante Nacional e Internacional; Colunista semanal no Portal RCP News; International Key Opinion Leader; Acadêmico Honorário Empossado na Academia Brasileira Maçônica de Letras; Diretor-Presidente do TOPS – Centro Médico de Tratamento do Pé Diabético e Feridas Complexas.
Apoiamos a Lei do Ato Médico e o combate ao exercício ilegal da Medicina e parafraseamos a campanha exaustiva do CREMESP: “SE NÃO TEM CRM, NÃO É MÉDICO. SE NÃO É MÉDICO, NÃO PODE REALIZAR PROCEDIMENTO MÉDICO.”
Não espere dar errado!!
Busque SEMPRE por orientações e cuidados de seu Médico Especialista.
PROF. DR. FÁBIO BATISTA, MD. TEOT. MSc. PhD.
MÉDICO CIRURGIÃO ORTOPEDISTA
DIRETOR-PRESIDENTE DO TOPS – CENTRO MÉDICO DE TRATAMENTO DO PÉ DIABÉTICO E SALVAMENTO DE MEMBROS EM FERIDAS COMPLEXAS / MEDICINA ORTOPÉDICA ESPECIALIZADA
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