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PERDA MUSCULAR EM PESSOAS COM DIABETES.
Prof. Dr. Fábio Batista.
Médico Cirurgião Ortopedista. Diretor/Presidente do TOPS – Centro médico de tratamento do pé diabético e Salvamento de membros em feridas complexas/ Medicina Ortopédica especializada.
O Diabetes Mellitus (DM) é um síndrome caracterizado pela hiperglicemia crônica e distúrbios do metabolismo. Estima-se que para o ano de 2045, existam mais de 750 milhões de pessoas com
a doença, onde 50% destas, desconhecem o diagnóstico. O número de mortes por DM no Brasil tem variado, mas é uma causa significativa de óbito. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, foi estimado no ano de 2021, a ocorrência de 214 mil mortes por DM na faixa etária adulta no país.
Diabetes e Sarcopenia estão intimamente relacionados: o diabetes, especialmente o tipo 2, aumenta o risco de sarcopenia (perda de massa, força e função muscular), e a sarcopenia agrava o controle da glicemia, criando um ciclo vicioso que pode levar a complicações. Fatores como resistência à insulina, inflamação crônica, estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e neuropatia contribuem para essa associação.
A Sarcopenia afeta o DM com a piora do controle glicêmico, com a deterioração progressiva da qualidade de vida e, principalmente, com o agravamento das complicações crônicas da doença. A
neuropatia periférica, além de outras complicações do diabetes, podem afetar muito a função muscular e agravar a perda de massa.
O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situaçã clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha, infecções e amputações, entre outras.
A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade. Ainda que ações multiprofissionais sejam bem-vindas, a condução do manejo deve, SEMPRE que possível, estar aos cuidados do Médico Ortopedista e Cirurgião do Pé, especializado na Prevenção e Tratamento do Pé Diabético e Feridas Complexas.
Especificamente à Sarcopenia, que contribui para a fragilidade, comprometimento da mobilidade e perda da autonomia das pessoas com DM, seu tratamento deve estar baseado em uma estratégia multimodal, com exercícios físicos adequados, dieta rica em proteínas e controle glicêmico apropriado.
Não espere dar errado!! Busque SEMPRE por orientações e cuidados de seu Médico Especialista.
Acompanhe o trabalho do Doutor Fábio Batista no TOPS, Centro Médico de Tratamento do Pé Diabético e Salvamento de Membros em Feridas Complexas ∕ Medicina Ortopédica Especializada, e para mais informações, siga as redes sociais ou envie um email para o Drº Fábio Batista.
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