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Francisco Beltrão terá programa para rebanhos leiteiros
Iniciativa, aprovada pela Câmara, será executada pela Secretaria de Agricultura e oferecerá acompanhamento técnico e controle leiteiro para qualificar a agricultura familiar.
A Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão aprovou, em março, o Programa de Melhoramento Genético, Gestão e Qualidade do Leite. Executada pela Secretaria Municipal de Agricultura, a iniciativa visa qualificar os rebanhos e fomentar o desenvolvimento sustentável das propriedades da agricultura familiar do município.
O projeto marca uma parceria inédita entre a Prefeitura e a Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH). Segundo a secretária de Agricultura, Denise Chiapetti Adamchuk, a proposta é uma política pública estruturante que supera o modelo tradicional de apenas distribuir material genético. “Nosso objetivo com esta gestão é avançar. Não queremos apenas distribuir material, mas oferecer acompanhamento técnico e indicar o melhor touro para o melhoramento específico de cada rebanho”, detalha Denise.
Foco na técnica e no resultado
O programa oferecerá controle leiteiro, gestão da produção e a predição genética de 25 animais em lactação por propriedade. A partir dessas análises, será possível identificar características a serem corrigidas e planejar o cruzamento ideal.
“São análises individuais para saber quem é quem no rebanho. Esses dados são fundamentais para que o produtor tome decisões assertivas sobre nutrição e qualidade do leite, animal por animal”, conta a secretária. Além da produtividade, o foco do melhoramento inclui características de longevidade, força e conformação física (cascos, pernas e pés).
Cronograma e alcance
Nesta primeira etapa, 50 propriedades serão acompanhadas durante um ano. Após esse período, um novo grupo de 50 produtores será selecionado. Para a secretária, a importância da iniciativa é estratégica para a região: “O Sudoeste é um grande produtor de leite. É indispensável trabalharmos com políticas que levem índices produtivos reais para a tomada de decisão no campo”.