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09 de Julho – MMDC: A Revolução Constitucionalista de 1932 e o Legado Permanente da Liberdade
09 de Julho – MMDC: A Revolução Constitucionalista de 1932 e o Legado Permanente da Liberdade
Por Prof. Roque Cortes Pereira
Membro do MMDC | Agraciado com a Medalha da Constituição
Jornalista | Editor-Chefe da RCP News
Há datas que pertencem ao calendário. Outras pertencem à consciência de um povo.
O 9 de Julho é uma dessas datas imortais. Muito além de um feriado estadual, representa um dos mais significativos marcos da história republicana brasileira, simbolizando a coragem de milhares de homens e mulheres que decidiram colocar a própria vida a serviço de um ideal maior: a restauração da ordem constitucional, a defesa das instituições e o fortalecimento da democracia.
A Revolução Constitucionalista de 1932 não foi um movimento de natureza separatista, como equivocadamente ainda se afirma em algumas interpretações superficiais da história. Foi, acima de tudo, um clamor nacional pela volta do Estado de Direito. Em um período em que o Brasil vivia sob um Governo Provisório, sem Congresso Nacional em funcionamento e sem uma Constituição vigente, São Paulo ergueu sua voz para defender um princípio que permanece atual: nenhum governo está acima da lei.
Foi nesse contexto que milhares de brasileiros deixaram seus lares, suas profissões e suas famílias para integrar o Exército Constitucionalista. Militares, Maçons e civis caminharam lado a lado. Professores, estudantes, médicos, engenheiros, operários, agricultores, advogados, empresários e religiosos uniram-se em torno de uma única bandeira: devolver ao Brasil uma Constituição que garantisse direitos, limites ao poder e segurança jurídica.
Entre os episódios mais marcantes daquele período está o sacrifício dos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos durante manifestações em 23 de maio de 1932. Suas iniciais deram origem ao MMDC, organização que rapidamente se transformou no principal símbolo da mobilização popular paulista. O movimento organizou voluntários, coordenou serviços de apoio, arrecadou recursos, fortaleceu a resistência e consolidou um dos maiores exemplos de participação cívica da história brasileira.
Embora o conflito tenha sido encerrado militarmente após quase três meses de combates, a Revolução Constitucionalista alcançou uma vitória política incontestável. A pressão exercida pelo movimento contribuiu decisivamente para a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, culminando na promulgação da Constituição de 1934. Assim, o sacrifício dos constitucionalistas não foi em vão: ajudou a recolocar o Brasil no caminho da institucionalidade democrática.
Mais de noventa anos depois, os valores defendidos em 1932 permanecem extraordinariamente atuais. A Constituição continua sendo o instrumento que assegura direitos, limita o exercício do poder e protege a liberdade dos cidadãos. Sua preservação depende não apenas das instituições, mas também da consciência cívica de cada brasileiro.
Uma Honraria que Representa um Compromisso Permanente
A preservação dessa memória histórica encontra continuidade na atuação de cidadãos comprometidos com os ideais constitucionalistas. Entre eles está o Prof. Roque Cortes Pereira, Membro do MMDC, Jornalista, Editor-Chefe da RCP News e agraciado com a Medalha da Constituição, uma das mais elevadas distinções concedidas em homenagem aos participantes e defensores do Movimento Constitucionalista de 1932.
Instituída pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Medalha da Constituição foi criada para perpetuar o reconhecimento àqueles que participaram da Revolução Constitucionalista, tanto na linha de frente quanto na retaguarda, bem como às personalidades que, ao longo das décadas, preservam seus valores, sua memória e seu significado para as futuras gerações.
Receber essa honraria significa muito mais do que ostentar uma condecoração. Representa assumir a responsabilidade de manter viva a história daqueles que acreditaram que a Constituição é o maior instrumento de proteção da liberdade, da cidadania e da democracia. É o reconhecimento de uma trajetória dedicada à valorização da memória cívica, à educação, à comunicação responsável e ao fortalecimento dos princípios republicanos.
Ao longo de sua vida pública, o Prof. Roque Cortes Pereira tem atuado na difusão dos valores da ética, da disciplina, da cidadania e do patriotismo, utilizando o jornalismo, a educação, as artes marciais e a participação institucional como instrumentos para formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Sua atuação no MMDC reforça o compromisso permanente com a preservação da história da Revolução Constitucionalista, levando às novas gerações o conhecimento de que a liberdade e a democracia jamais são conquistas definitivas: exigem vigilância, responsabilidade e participação ativa da sociedade.
Mais do que uma homenagem pessoal, a Medalha da Constituição simboliza a continuidade de um ideal iniciado em 1932. Um ideal que permanece vivo em todos aqueles que compreendem que a força de uma nação não reside apenas em seu desenvolvimento econômico ou em seu poder militar, mas, sobretudo, na solidez de suas instituições, no respeito às leis e na capacidade de seu povo de defender a democracia.
Conclusão
A Revolução Constitucionalista de 1932 jamais poderá ser reduzida a um episódio militar. Ela representa um dos mais elevados momentos de consciência cívica da história brasileira. Seu verdadeiro legado não está apenas nos livros ou nos monumentos, mas na permanente lembrança de que a liberdade precisa ser protegida diariamente, e que a Constituição é o pacto que assegura justiça, igualdade, segurança jurídica e dignidade para todos.
Ao celebrarmos o 9 de Julho, homenageamos os combatentes do Exército Constitucionalista, os voluntários do MMDC, as famílias que sustentaram a retaguarda, os profissionais da saúde, os escoteiros, os estudantes e todos aqueles que compreenderam que o amor ao Brasil se manifesta, acima de tudo, na defesa dos valores democráticos.
Que o exemplo de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo continue inspirando o país. Que as futuras gerações compreendam que a democracia não se sustenta apenas por leis escritas, mas pelo compromisso de cidadãos que têm coragem de defendê-las.
Como Membro do MMDC e agraciado com a Medalha da Constituição, renovo minha reverência aos heróis de 1932 e reafirmo minha convicção de que preservar essa memória é um dever de todos os brasileiros. A história não deve ser lembrada apenas em datas comemorativas; deve servir como guia para as decisões do presente e inspiração para a construção do futuro.
Porque um povo que honra sua história fortalece sua identidade. Um povo que respeita sua Constituição preserva sua liberdade. E uma sociedade que cultiva a memória de seus heróis jamais permitirá que os ideais de justiça, democracia e cidadania sejam esquecidos.
Viva o 9 de Julho. Viva o MMDC. Viva os Heróis Constitucionalistas de 1932. Viva São Paulo. Viva o Brasil.
Prof. Roque Cortes Pereira
Membro do MMDC
Agraciado com a Medalha da Constituição
Jornalista | Editor-Chefe da RCP News
“Disciplina é Liberdade.”